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sexta-feira, 16 de março de 2018

Relacionamentos abusivos

O que caracteriza um relacionamento abusivo? Ou o que é um
relacionamento abusivo?

Será possível ter UMA resposta? Ou será que se escrevermos aqui alguns
comportamentos como agressão física, verbal, emocional, humilhação,
entre outros, e houver a identificação de 3 ou mais, pode-se afirmar com
certeza que há um relacionamento abusivo?

Quem é o responsável por um relacionamento assim? Será uma questão de
gênero? 

Talvez este artigo seja escrito apenas por questões, não sei ao certo
qual será o fim dele, mas penso que este tema é particular demais para
me arriscar em respostas certas, rápidas, simples ou generalistas.
Porque o que é abusivo para mim, pode não ser para você. O que é
violência para mim, pode não ser para a minha vizinha.

Sim, eu sei que tapas, socos, gritos e muitas outras atitudes não são
legais! No entanto são coisas comuns para muitas pessoas e são como elas
sabem se relacionar. Ok! Eu também acho que é preciso rever esse saber,
mas não acredito que seja por meio de CERTO e ERRADO que será possível a
desconstrução de padrões vividos, muitas vezes, por gerações.

Há que se acolher quem se permite ser abusado, para só então propiciar a
construção de questões legítimas e norteadoras de outro saber viver. O
que quero dizer com isso, é que não basta criticar quem apanha ou quem
bate, é preciso ver e ouvir o que está por trás desse ato ou dessa
submissão. É preciso criar um espaço para que os autores desses atos se
percebam nesse papel, porque enquanto a implicação não for interna e só
vier de zum-zum-zum de amigos, parentes ou conhecidos, pode-se até
trocar de parceiros, mas “curiosamente” os abusos retornarão.


Talvez um percurso interessante seja levantar questões para despertar a
percepção de como cada um de nós nos tratamos. Como você se olha no
espelho? Com gentileza no olhar e buscando suas belezas? Ou apenas
enxergando imperfeições?

Como você se toca? Seja no banho, enquanto se troca e/ou durante o dia.
Você conhece a textura da sua pele? Há carinho neste momento ou apenas
movimentos automáticos e mecânicos cumprindo uma função higiênica e
social?

Como você reage frente aos seus erros e limitações? É autocrítica demais
ou benevolente demais? Analisa os seus atos ou age impulsivamente? É
bem-humorada no dia a dia ou sempre leva tudo muito a sério?

Enfim, como você se trata?

O primeiro relacionamento abusivo que precisamos perceber e querer
mudar, é o que temos com nós mesmos, diante de maus-tratos próprios será
difícil não permitir os abusos que vêm de fora.

Um outro possível caminho, mas que está entrelaçado com o saber como
você se trata, é revisitar sua história e buscar por memórias de abusos
entre familiares, como tios, tias, avós, avôs, entre seus pais, entre
você e seus pais. É permitir-se relembrar momentos que talvez não tenham
sido agradáveis, mas marcaram a forma como você se relaciona com você
mesmo e com o outro.

Voltemos então para as primeiras perguntas deste texto: O que
caracteriza um relacionamento abusivo? Ou o que é um relacionamento
abusivo?

De alguma maneira, acredito que todos saibamos respondê-las, seja
através de respostas prontas e carregadas de pré-conceitos ou de
respostas sinceras, doloridas e incômodas. Talvez, essas duas perguntas
sejam as menos importantes, porém as mais feitas, porque saber o que
caracteriza ou o que é um relacionamento abusivo pode vir carregado
apenas de teorias vazias e de senso comum.

Eu prefiro inverter e reduzi-las em apenas uma: O relacionamento que
você tem com você mesmo é abusivo?

Escrito por Juliana Meyer Luzio

terça-feira, 13 de março de 2018

Muito bom saber, adorei!!!

O SUS (Sistema Único de Saúde) vai passar a oferecer dez novas terapias
alternativas . Foram incluídas práticas como aromaterapia, cromoterapia,
hipnoterapia e terapia de florais.

Na lista há também tratamentos menos conhecidos, como constelação
familiar, técnica de representação espacial das relações familiares que
permite identificar bloqueios emocionais de gerações ou membros da
família, e imposição de mãos, descrita pelo ministério da Saúde como
"cura pela imposição das mãos próximo ao corpo da pessoa para
transferência de energia para o paciente".

O efeito, diz a pasta, é promover bem-estar e diminuir o estresse e a
ansiedade. Baseadas em conhecimentos tradicionais, práticas como essas
têm sido adotadas com maior frequência em unidades da rede pública de
saúde.

Com a ampliação, anunciada nesta segunda-feira (12), serão 29 práticas
desse tipo disponíveis para os pacientes. No SUS, são chamadas de
"práticas integrativas" ou "complementares" à medicina convencional.
Cabe às unidades de saúde municipais e estaduais decidir se adotam ou
não os tratamentos. 88% deles são oferecidos na rede de atenção básica.