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domingo, 22 de março de 2020

Livro lido

Um estranho no ninho - Ken Kesey

Quem viu o filme vai querer ler o livro ou vice-versa
Um clássico da contracultura que retrata os psicodélicos anos 60. O romance de Ken Kesey é inspirado em suas próprias experiências quando participou de pesquisas com drogas psicoativas no centro psiquiátrico do Menlo Park Veterans Hospital (Califórnia). Um estranho no ninho é protagonizado por R. P. McMurphy, um preso que escapa da condenação fingindo-se de louco. McMurphy é então internado em um hospício, sob a tutela da sádica Chefona, a enfermeira Ratched, que comanda os internos com suas rigorosas sessões de terapia e eletrochoque. Aos poucos McMurphy percebe que o hospício pode ser muito pior que a prisão, nesse novo universo cercado de pacientes inseguros, ansiosos e constantemente dopados. Pessoas que buscaram refúgio da sociedade no hospício. Um livro louco, mas muito real.

quinta-feira, 19 de março de 2020

Livro lido

Estranha presença - Sarah Waters

O livro conta a história de uma família de aristocratas ingleses falida
após a II Guerra Mundial e vivendo em uma antiga mansão rural arruinada.
O pano de fundo é a morte de um modo de vida e o surgimento de outro.
Parte das terras da antiga fazenda foi desapropriada para que o governo
construa loteamentos de casas para uma nova classe média emergente. A
família Ayres, enquanto ressente-se da glória perdida e teme a
aproximação da “ralé”, afunda em dívidas e dramas psicológicos que
desenterram medos profundos e antigos. A loucura ronda.
A história é contada pelo amigo dos Ayres, um comedido, pacato, porém
ambicioso, médico que encarna o protótipo do homem metódico e fleumático
britânico, chamado Faraday. Vindo dessa mesma ralé rejeitada pelos
aristocratas, ao longo da trama, ele ganha a confiança da família por
sua aparente solidez moral e mental. A proximidade com a atormentada
família, porém, envolve-o nos acontecimentos sobrenaturais que tem como
cenário a sinistra mansão de Hundreds Hall.
Também em comum com
O livro traz a atmosfera opressiva e os segredos por trás
das muitas portas da antiga mansão.
A narrativa hábil de Sara Waters propõe o bom e velho jogo de espelhos.
Nem tudo é o que parece ser e as conclusões mais apressadas do leitor
acabam frustradas pela habilidosa e intrincada trama da autora. Para
quem gosta de ser surpreendido,  as expectativas são prontamente
atendidas. Além disso, ela propõe um romance entre Faraday e a herdeira
da mansão, Caroline Ayres, pontuado por preconceitos de classe,
expectativas e desejos de uma fuga da realidade vivida pelos dois. O
leitor tem uma intuição do que poderá resultar de semelhante enlace, mas
a autora ilude a percepção até dos mais argutos.
A trama contada por um observador também envolvido na história não deixa
de trazer aquelas questões de sempre sobre o quanto da nossa visão de
leitor está contaminada pelo olhar de um único personagem. A dica é ler
as entrelinhas, ter em mente a sequência cronológica dos fatos e se ater
aos “atos falhos” da narrativa de Faraday. Pelo desafio à sagacidade
do leitor, o texto lembra Conan Doyle e Agatha Christie, não à toa dois
autores britânicos â€" assim como também é o cineasta Alfred Hitchcock #
de literatura de mistério, que precederam Sarah Waters e lançaram bases
sólidas para este tipo de entretenimento que não se pretende
elaboradíssimo ou erudito, mas é intenso dentro da sua proposta.

terça-feira, 17 de março de 2020

O CORONA VÍRUS NO OLHAR DA PSICANÁLISE

O CORONA VÍRUS NO OLHAR DA PSICANÁLISE

Trecho de texto de _Christian Dunker, psicanalista e professor titular
da Universidade de São Paulo, autor de "Mal-estar, sofrimento e sintoma
-- Uma psicopatologia do Brasil entre muros" (Boitempo Editorial) e
"Reinvenção da intimidade -- Políticas do sofrimento cotidiano" (Ubu
Editora) publicado hoje no O Globo._

Acalmar-se é algo que ninguém pode fazer por você. Se você espera que
apenas mais notícias, informações e comentários venham pacificá-lo, ou
se você acha que aumentar o estoque de máscaras vai sanear sua angústia,
você está se enganando. O verbo é acalmar-se, e não ser acalmado pelos
outros e pelos objetos. O medo se combate com precaução e medidas
objetivas, a angústia com cuidado e trabalho subjetivo. Neste sentido a
pandemia tem muito a nos ensinar, especialmente quanto a nossas ilusões
de controle e dominação sobre o mundo e nosso destino. A crença digital
de que somos muito importantes e tantas outras promessas nos fazem
acreditar que somos soberanos sobre nossas vidas.

Daí aparece um pequeno micro-organismo, bastante limitado do ponto de
vista de sua capacidade reprodutiva e de sua estrutura biológica de RNA
e nos derruba. Ou seja, do ponto de vista de nossa angústia, o
coronavírus não poderia ter um nome melhor: ele nos tira do trono de nós
mesmos e coloca a coroa de nossas vidas em sua justa dimensão. É a coroa
de espinhos que convoca uma experiência escassa em nossa época: a
humildade.

Diante desta pequena e destrutiva força da natureza, nosso narcisismo se
dobra como um vassalo encurralado. Apesar de dolorosa como um espinho na
alma, esta pode ser uma experiência profundamente transformadora.
Descobrir que podemos muito menos do que pensamos, aceitar o
imponderável que nos governa e acolher com humildade o que ainda não
dominamos pode ser muito benéfico. Pode ser uma verdadeira terapia para
aqueles que precisam descansar a cabeça do peso de sua coroa de espinhos
narcísicos.

segunda-feira, 16 de março de 2020

Livro lido

Perversa viúva - Amanda Quick




Como se não bastasse a suspeita de ter assassinado seu marido Deveridge
e a tia acreditam que estão sendo perseguidas pelo espírito do falecido
que exige o livro secreto de Vanza.Apavorada com o fantasma e temendo
por sua vida ela encontra um aliado no recluso Artemis Hunt o
desconhecido proprietário do Pavilhão dos Sonhos. Atormentado pelo
passado pois julga-se culpado por não ter impedido o brutal assassinato
de sua noiva ele está à procura dos assassinos. Seus planos no entanto
são ameaçados pela perversa viúva. Ela descobre no livro que Hunt faz
parte da mesma organização ocultista da qual seu marido e pai eram
integrantes. A fim de obter ajuda chantageia-o porque acredita que os
conhecimentos da sociedade secreta seriam capazes de solucionar o
mistério da aparição fantasmagórica. Revelar sua condição de dono do
Pavilhão e de mestre Vanza arruinaria sua vingança. Hunt e Deveridge
empreendem uma caçada que os coloca em contato com intrigas morte e
traições. Mas também são surpreendidos pelo desejo que sentem um pelo
outro à medida que as ameaças da assombração tornam-se um perigo real.

sexta-feira, 6 de março de 2020

Livro lido

Causa Mortis - Renee Benzaim

Um livro para quem tem nervos de aço

Este livro conta a história de um serial killer que escolhe
suas vitimas jovens e latinas para assassina las com picadas de aranhas
viuvas negras. A equipe da homicidios composta por Annie e Tom se
desdobram para descobrir quem é esse assassino com a ajuda de Jesse que
é do Ministério Publico e apaixonado por Annie.
Uma história envolvente e
que prende a atenção do leitor... uma ótima dica de leitura para quem
ama uma trama de investigações suspense e curiosidade!!!!
O livro lembra muito as histórias da série CSI, com um diferencial, pois
o enredo envolve a polícia científica que trabalha em acordo com o
departamento de homicídio e com a promotoria, acompanhamos assim todo o
trabalho de descoberta e prisão de um criminoso.