Quatro Estações Em Roma - Anthony Doerr
Neste livro autobiográfico, Anthony Doerr, autor de "Toda Luz que não
podemos ver" , narra o ano que passou em
Roma, com sua esposa e filhos de apenas 6 meses, após ganhar uma bolsa
da Academia Americana de Artes e Letras para estudar em sua sede
italiana.
O livro retrata o impacto de viver em uma nova cidade, com costumes e
cultura totalmente diferentes. Entremeadas à descoberta de Roma e suas
excentricidades, há impressões sobre as agruras do ofício de escritor,
as dificuldades de compreender outra língua, a loucura de serem pais de
primeira viagem, de gêmeos, longe de casa e da família e a contemplação
de presenciarem o crescimento dos filhos, o natural milagre da vida.
No mais, tudo é Roma e sua gente, sua comida, ruínas e charme milenar.
Na descrição das ruas, dos monumentos, da vegetação e dos pássaros que
sobrevoam a cidade, podemos perceber o estilo fluido, sensorial e mágico
do autor, que fez de seu outro livro um dos mais bonitos que já li e que
neste reina absoluto. Cada instante é belo, encantador e fugaz. Cada
momento é banhado em uma luz específica, eternizando-o.
Para quem não conhece Roma, o livro é muito útil como guia de viagem.
Para quem já a visitou, é um prato cheio para o saudosismo. As locações
familiares voltam a fazer parte de nossa vida como se lá também
tivéssemos vivido um bom tempo.
Quatro Estações em Roma é uma ode à Itália e sua capital, palco de
lutas, impérios e civilizações, sede da Igreja e da arte. Passado,
presente e futuro se entrelaçam em uma reflexão sobre caminhos
inesperados e formas de ver a vida. Ao longo das páginas, nos colocamos
nos pés do autor e também caminhamos, nos encontramos e passamos a
admirar e nos sentir em casa nesse maravilhoso país.
---
"Encontre dentro de seu coração a energia
para ser o artista de sua criação,
O sol da vida está dentro de você..."
(Roberto Shinyashiki)
Angela Aparecida Gimenes
Mestra em Reiki
Cristaloterapelta
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Miguel Pereira - RJ
segunda-feira, 27 de janeiro de 2020
quinta-feira, 23 de janeiro de 2020
Livro lido
Mulherzinhas - Louisa May Alcott
Quando o marido parte para combater na Guerra Civil dos EUA, a Sra. March tem de educar sozinha as quatro filhas – as suas Mulherzinhas. Elas são a espirituosa Jo, a conservadora Meg, a frágil Beth e a romântica Amy. À medida que o ano passa, as irmãs partilham algumas das mais queridas e dolorosas memórias do processo de crescimento, enquanto a mãe as ensina a lidar com temas como a independência, o romance e a virtude.
Quando o marido parte para combater na Guerra Civil dos EUA, a Sra. March tem de educar sozinha as quatro filhas – as suas Mulherzinhas. Elas são a espirituosa Jo, a conservadora Meg, a frágil Beth e a romântica Amy. À medida que o ano passa, as irmãs partilham algumas das mais queridas e dolorosas memórias do processo de crescimento, enquanto a mãe as ensina a lidar com temas como a independência, o romance e a virtude.
Livro lido
O Colecionador - John Fowles
O Colecionador é o primeiro livro de John Fowles , escrito em 1963. O
romance narra a história de Frederick Clegg, um funcionário público que
coleciona borboletas e, subitamente, se torna dono de uma fortuna. Ele
então passa a ter uma ambição: seqüestrar a bela Miranda, seu amor
platônico.
Desde
seu lançamento, o livro se tornou best-seller em vários países do mundo.
O Colecionador é o primeiro livro de John Fowles , escrito em 1963. O
romance narra a história de Frederick Clegg, um funcionário público que
coleciona borboletas e, subitamente, se torna dono de uma fortuna. Ele
então passa a ter uma ambição: seqüestrar a bela Miranda, seu amor
platônico.
Desde
seu lançamento, o livro se tornou best-seller em vários países do mundo.
Livro lido
Aguapés - Jhumpa Lahiri
A obra retrata o esfacelamento gradual de uma família, e sua reinvenção.
Toma como pano de fundo eventos históricos ocorridos na Índia da segunda
metade do século 20.
A trama se inicia entre os anos 1950 e 1960, na cidade de Calcutá, no
nordeste do país, próxima a Bangladesh, e se estende ao outro lado do
mundo, aos Estados Unidos dos dias atuais. O fator desencadeador da
narrativa, uma saga familiar construída ao longo de três gerações em tom
intimista, é a ascensão do movimento naxalita, organização de
extrema-esquerda, de influência maoísta, e avança no tempo desenhando as
transformações na vida dos personagens, profundamente afetadas por uma
tragédia, também lidam com os choques culturais, religiosos e sociais
enfrentados por indianos fora das fronteiras de seu país de origem.A
partir do assassinato de um jovem militante do movimento naxalita muito
perto da casa onde os pais da Jhumpa viveram na vida real, Aguapés bebe
da realidade para fazer ficção. Dois irmãos, Subhash e Udayan Mitra,
vivem grudados na infância e adolescência, na Calcutá dos anos 1960. No
início da idade adulta, contudo, se veem separados por suas decisões.
Subshah, mais dócil e apolítico, se muda para Rhode Island (onde o pai
de Jhumpa lecionou), nos Estados Unidos, para estudar Ciências Marinhas.
Já seu irmão mais novo, Udayan, ingressa na militância naxalita e,
depois de cometer um ato terrorista, acaba sendo executado. De volta à
Índia, Subshah casa com a viúva do irmão, Gauri, que está grávida e a
leva para os EUA, onde ela até tenta desempenhar o papel de uma esposa
indiana tradicional, mas acaba por escolher uma carreira intelectual,
tornando-se doutora em Filosofia. Trilhando uma jornada feminista
radical, em consonância com o que acontecia nos EUA à época.
A obra retrata o esfacelamento gradual de uma família, e sua reinvenção.
Toma como pano de fundo eventos históricos ocorridos na Índia da segunda
metade do século 20.
A trama se inicia entre os anos 1950 e 1960, na cidade de Calcutá, no
nordeste do país, próxima a Bangladesh, e se estende ao outro lado do
mundo, aos Estados Unidos dos dias atuais. O fator desencadeador da
narrativa, uma saga familiar construída ao longo de três gerações em tom
intimista, é a ascensão do movimento naxalita, organização de
extrema-esquerda, de influência maoísta, e avança no tempo desenhando as
transformações na vida dos personagens, profundamente afetadas por uma
tragédia, também lidam com os choques culturais, religiosos e sociais
enfrentados por indianos fora das fronteiras de seu país de origem.A
partir do assassinato de um jovem militante do movimento naxalita muito
perto da casa onde os pais da Jhumpa viveram na vida real, Aguapés bebe
da realidade para fazer ficção. Dois irmãos, Subhash e Udayan Mitra,
vivem grudados na infância e adolescência, na Calcutá dos anos 1960. No
início da idade adulta, contudo, se veem separados por suas decisões.
Subshah, mais dócil e apolítico, se muda para Rhode Island (onde o pai
de Jhumpa lecionou), nos Estados Unidos, para estudar Ciências Marinhas.
Já seu irmão mais novo, Udayan, ingressa na militância naxalita e,
depois de cometer um ato terrorista, acaba sendo executado. De volta à
Índia, Subshah casa com a viúva do irmão, Gauri, que está grávida e a
leva para os EUA, onde ela até tenta desempenhar o papel de uma esposa
indiana tradicional, mas acaba por escolher uma carreira intelectual,
tornando-se doutora em Filosofia. Trilhando uma jornada feminista
radical, em consonância com o que acontecia nos EUA à época.
Livro lido
O Harem De Kadafi - Annick Cojean
Na escola, afirma a autora, o professor aprovava as alunas que saciavam
consigo os mais íntimos prazeres da carne # prática incentivada em
alguns casos pelos namorados destas que tencionavam ter apenas o
diploma. Foi nesta instituição que o antigo presidente líbio
encontrou-se pela primeira vez com Soraya que descreve o
toque mágico como ordem dada por Kadafi às amazonas (como eram
chamadas as seguranças # do sexo feminino # que acompanhavam Kadafi)
para que posteriormente à levassem ao castelo do então presidente.
A relação entre poder e sexo é o tema central abordado pela autora que
advoga a causa das mulheres estupradas durante o kadafismo , período de
decadência moral, violência psico-sexual, de domínio do chefe militar
sobre os civis, e também de militarização do poder, do culto da
personalidade e do império da vontade do Guia.
Os serviços prestados eram recompensados financeira e materialmente e o
silêncio imposto mantinha a sociedade líbia desinformada sobre os atos
praticados pelo senhor do universo. Denunciá-los seria um
suicídio social, afirma Annick Cojean, pois, numa sociedade tão
conservadora, quem assumiria o risco de admitir publicamente ter tido
relações sexuais com Kadafi , ainda que coagida? questiona-se a
autora.
Na escola, afirma a autora, o professor aprovava as alunas que saciavam
consigo os mais íntimos prazeres da carne # prática incentivada em
alguns casos pelos namorados destas que tencionavam ter apenas o
diploma. Foi nesta instituição que o antigo presidente líbio
encontrou-se pela primeira vez com Soraya que descreve o
toque mágico como ordem dada por Kadafi às amazonas (como eram
chamadas as seguranças # do sexo feminino # que acompanhavam Kadafi)
para que posteriormente à levassem ao castelo do então presidente.
A relação entre poder e sexo é o tema central abordado pela autora que
advoga a causa das mulheres estupradas durante o kadafismo , período de
decadência moral, violência psico-sexual, de domínio do chefe militar
sobre os civis, e também de militarização do poder, do culto da
personalidade e do império da vontade do Guia.
Os serviços prestados eram recompensados financeira e materialmente e o
silêncio imposto mantinha a sociedade líbia desinformada sobre os atos
praticados pelo senhor do universo. Denunciá-los seria um
suicídio social, afirma Annick Cojean, pois, numa sociedade tão
conservadora, quem assumiria o risco de admitir publicamente ter tido
relações sexuais com Kadafi , ainda que coagida? questiona-se a
autora.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2020
Livro lido
O conto da Aia - Margaret Atwood
A história de O Conto da Aia, da canadense Margaret Atwood, passa-se num futuro muito próximo e tem como cenário uma república onde não existem mais jornais, revistas, livros nem filmes tudo fora queimado.
As universidades foram extintas.
Também já não há advogados, porque ninguém tem direito a defesa.
Os cidadãos considerados criminosos são fuzilados e pendurados mortos no Muro, em praça pública, para servir de exemplo enquanto seus corpos apodrecem à vista de todos.
Para merecer esse destino, não é preciso fazer muita coisa basta, por exemplo, cantar qualquer canção que contenha palavras proibidas pelo regime, como liberdade.
Nesse Estado teocrático e totalitário, as mulheres são as vítimas preferenciais, anuladas por uma opressão sem precedentes.
O nome dessa república é Gilead, mas já foi Estados Unidos da América.
Como tudo pôde mudar tão rapidamente? Offred, a narradora, responde:
Foi depois da catástrofe, quando mataram a tiros o presidente e metralharam o Congresso, e o Exército declarou estado de emergência. Na época, atribuíram a culpa aos fanáticos islâmicos. Mantenham a calma, diziam na televisão. Tudo está sob controle. (…) Foi então que suspenderam a Constituição. Disseram que seria temporário. Não houve sequer um tumulto nas ruas. As pessoas ficavam em casa à noite, assistindo à televisão, em busca de alguma direção. Não havia mais um inimigo que se pudesse identificar. Não, este não é um romance pós-atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. Margaret Atwood, a grande dama da literatura contemporânea em língua inglesa, publicou-o originalmente em 1985. O livro já é um clássico, há muitos anos adotado nos colégios ingleses, canadenses e americanos. E agora ganha tradução para o português.
As mulheres de Gilead não têm direitos. Elas são divididas em categorias, cada qual com uma função muito específica no
Estado.
Há as esposas, as marthas, as salvadoras etc. À pobre Offred coube a categoria de aia, o que significa pertencer ao governo e existir unicamente para procriar. Uma catástrofe nuclear tornou estéril grande parte das pessoas, de modo que as mulheres férteis agora são preciosidades. Transformadas em aias, elas são entregues a algum homem casado do alto escalão do exército e obrigadas a fazer sexo com eles até engravidar. Portanto, a cada mês, menstruar é fracassar. E quando elas engravidam, dão à luz e amamentam a criança por alguns meses, sendo que o bebê é propriedade do casal que as escravizou. Após o período de amamentação, elas são entregues a outro homem e passam pelo mesmo martírio novamente, agora com outro nome Offred é "of Fred, "de Fred, "pertencente ao homem chamado Fred. Ao longo da vida, uma aia pode ter vários donos e, portanto, vários nomes: Ofglen, Ofcharles, Ofwayne…
As aias são controladas e vigiadas dia e noite. Elas não têm permissão para escrever nem ler, só podem ir ao banheiro um determinado número de vezes por dia e não devem permitir que nenhum homem veja qualquer parte do seu corpo exposta, nem mesmo os braços. O ideal é que nem seu rosto seja mostrado. É uma vida triste, mas um destino melhor que o das não-mulheres, como são chamadas aquelas que não podem ter filhos, as homossexuais, viúvas e feministas, condenadas a trabalhos forçados nas colônias, lugares onde o nível de radiação é mortífero.
Offred tem 33 anos. Antes, quando seu país ainda se chamava Estados Unidos, ela era casada e tinha uma filha. Mas o novo regime declarou adúlteros todos os segundos casamentos, assim como as uniões realizadas fora da religião oficial do Estado. Era o caso de Offred. Por isso, sua filha lhe foi tomada e doada para adoção, e ela foi tornada aia, sem nunca mais ter notícias de sua família. É uma realidade terrível, mas o ser humano é capaz de se adaptar a tudo. Offred escreve em seu diário proibido: "A sanidade é um bem valioso: eu a amealho e guardo escondida, como as pessoas antigamente amealhavam e escondiam dinheiro. Economizo sanidade, de maneira a vir a ter o suficiente quando chegar a hora.
Com esta história assustadora, Margaret Atwood leva o leitor a refletir sobre liberdade, direitos civis, poder, a fragilidade do mundo tal qual o conhecemos, o futuro e, principalmente, o presente.
A história de O Conto da Aia, da canadense Margaret Atwood, passa-se num futuro muito próximo e tem como cenário uma república onde não existem mais jornais, revistas, livros nem filmes tudo fora queimado.
As universidades foram extintas.
Também já não há advogados, porque ninguém tem direito a defesa.
Os cidadãos considerados criminosos são fuzilados e pendurados mortos no Muro, em praça pública, para servir de exemplo enquanto seus corpos apodrecem à vista de todos.
Para merecer esse destino, não é preciso fazer muita coisa basta, por exemplo, cantar qualquer canção que contenha palavras proibidas pelo regime, como liberdade.
Nesse Estado teocrático e totalitário, as mulheres são as vítimas preferenciais, anuladas por uma opressão sem precedentes.
O nome dessa república é Gilead, mas já foi Estados Unidos da América.
Como tudo pôde mudar tão rapidamente? Offred, a narradora, responde:
Foi depois da catástrofe, quando mataram a tiros o presidente e metralharam o Congresso, e o Exército declarou estado de emergência. Na época, atribuíram a culpa aos fanáticos islâmicos. Mantenham a calma, diziam na televisão. Tudo está sob controle. (…) Foi então que suspenderam a Constituição. Disseram que seria temporário. Não houve sequer um tumulto nas ruas. As pessoas ficavam em casa à noite, assistindo à televisão, em busca de alguma direção. Não havia mais um inimigo que se pudesse identificar. Não, este não é um romance pós-atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. Margaret Atwood, a grande dama da literatura contemporânea em língua inglesa, publicou-o originalmente em 1985. O livro já é um clássico, há muitos anos adotado nos colégios ingleses, canadenses e americanos. E agora ganha tradução para o português.
As mulheres de Gilead não têm direitos. Elas são divididas em categorias, cada qual com uma função muito específica no
Estado.
Há as esposas, as marthas, as salvadoras etc. À pobre Offred coube a categoria de aia, o que significa pertencer ao governo e existir unicamente para procriar. Uma catástrofe nuclear tornou estéril grande parte das pessoas, de modo que as mulheres férteis agora são preciosidades. Transformadas em aias, elas são entregues a algum homem casado do alto escalão do exército e obrigadas a fazer sexo com eles até engravidar. Portanto, a cada mês, menstruar é fracassar. E quando elas engravidam, dão à luz e amamentam a criança por alguns meses, sendo que o bebê é propriedade do casal que as escravizou. Após o período de amamentação, elas são entregues a outro homem e passam pelo mesmo martírio novamente, agora com outro nome Offred é "of Fred, "de Fred, "pertencente ao homem chamado Fred. Ao longo da vida, uma aia pode ter vários donos e, portanto, vários nomes: Ofglen, Ofcharles, Ofwayne…
As aias são controladas e vigiadas dia e noite. Elas não têm permissão para escrever nem ler, só podem ir ao banheiro um determinado número de vezes por dia e não devem permitir que nenhum homem veja qualquer parte do seu corpo exposta, nem mesmo os braços. O ideal é que nem seu rosto seja mostrado. É uma vida triste, mas um destino melhor que o das não-mulheres, como são chamadas aquelas que não podem ter filhos, as homossexuais, viúvas e feministas, condenadas a trabalhos forçados nas colônias, lugares onde o nível de radiação é mortífero.
Offred tem 33 anos. Antes, quando seu país ainda se chamava Estados Unidos, ela era casada e tinha uma filha. Mas o novo regime declarou adúlteros todos os segundos casamentos, assim como as uniões realizadas fora da religião oficial do Estado. Era o caso de Offred. Por isso, sua filha lhe foi tomada e doada para adoção, e ela foi tornada aia, sem nunca mais ter notícias de sua família. É uma realidade terrível, mas o ser humano é capaz de se adaptar a tudo. Offred escreve em seu diário proibido: "A sanidade é um bem valioso: eu a amealho e guardo escondida, como as pessoas antigamente amealhavam e escondiam dinheiro. Economizo sanidade, de maneira a vir a ter o suficiente quando chegar a hora.
Com esta história assustadora, Margaret Atwood leva o leitor a refletir sobre liberdade, direitos civis, poder, a fragilidade do mundo tal qual o conhecemos, o futuro e, principalmente, o presente.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2020
Livro lido
Cidadã de segunda classe - Buchi Emecheta
Na Nigéria dos anos 60, Adah precisa lutar contra todo tipo de opressão cultural que recai sobre as mulheres. Nesse cenário, a estratégia para conquistar uma vida mais independente para si e seus filhos é a imigração para Londres. O que ela não esperava era encontrar, num país visto por muitos nigerianos como uma espécie de terra prometida, novos obstáculos tão desafiadores quanto os da terra natal. Além do racismo e da xenofobia que Adah até então não sabia existir, ela depara-se com uma recepção nada acolhedora dos seus próprios compatriotas, enfrenta a dominação do marido e a violência doméstica e aprende que, dos cidadãos de segunda classe, se espera apenas submissão.
Na Nigéria dos anos 60, Adah precisa lutar contra todo tipo de opressão cultural que recai sobre as mulheres. Nesse cenário, a estratégia para conquistar uma vida mais independente para si e seus filhos é a imigração para Londres. O que ela não esperava era encontrar, num país visto por muitos nigerianos como uma espécie de terra prometida, novos obstáculos tão desafiadores quanto os da terra natal. Além do racismo e da xenofobia que Adah até então não sabia existir, ela depara-se com uma recepção nada acolhedora dos seus próprios compatriotas, enfrenta a dominação do marido e a violência doméstica e aprende que, dos cidadãos de segunda classe, se espera apenas submissão.
Livro lido
Madame Bovary - Gustave Flaubert
Publicado pela primeira vez em 1857, 'Madame Bovary' apresentou
uma nova perspectiva do romance literário e da estética, e trouxe à
sociedade francesa do século XIX uma nova visão sobre a figura feminina.
Trouxe à mulher a possibilidade de se destacar numa sociedade que
assistia ao nascimento dos princípios democráticos. Além disso, Flaubert
estimulou inúmeros estudiosos a refletirem sobre as questões expostas no
livro, como o suicídio, a histeria, o adultério, o desenvolvimento do
capitalismo e a emancipação feminina.
O livro conta a vida da jovem Emma, bela e instruída, que após a morte
de sua mãe, sai do colégio interno onde vivia e volta para o campo com o
pai. Emma é jovem, inteligente e cheia de sonhos para o futuro. Ela
sonha com o amor, com viagens, festas e dinheiro, sonha em se destacar
na sociedade burguesa da época. Emma conhece Charles, um jovem médico que
vai a fazenda cuidar de seu pai e quando Charles fica viúvo, eles se
casam.
Charles é um médico provinciano que leva uma vida simples e correta. É
completamente apaixonado pela esposa e faz tudo que estiver ao seu
alcance para vê-la feliz. Emma com a convivência do casamento perde todo
o encanto pelo marido, começa a vê-lo como um médico medíocre e sem
futuro, com conversas enfadonhas e carícias sem graça. Apaixonada pelos
romances açucarados ela deseja um amor avassalador e poético e quando
não o encontra torna-se infeliz e depressiva com a vida que leva.
O marido Charles de nada desconfia, e vive para cuidar da bela e gentil
esposa e para a filha do casal. Buscando fugir do marasmo em que vive,
Emma busca em outros homens o amor e a paixão perdida. Em romances
tórridos e avassaladores, ela se entrega e se apaixona, desejando mudar
de vida e abandonar o marido. Nas loucuras de suas paixões e de seus
caprichos contrai dívidas monstruosas que põe em risco o bem estar da
família e caminha para um final trágico.
Publicado pela primeira vez em 1857, 'Madame Bovary' apresentou
uma nova perspectiva do romance literário e da estética, e trouxe à
sociedade francesa do século XIX uma nova visão sobre a figura feminina.
Trouxe à mulher a possibilidade de se destacar numa sociedade que
assistia ao nascimento dos princípios democráticos. Além disso, Flaubert
estimulou inúmeros estudiosos a refletirem sobre as questões expostas no
livro, como o suicídio, a histeria, o adultério, o desenvolvimento do
capitalismo e a emancipação feminina.
O livro conta a vida da jovem Emma, bela e instruída, que após a morte
de sua mãe, sai do colégio interno onde vivia e volta para o campo com o
pai. Emma é jovem, inteligente e cheia de sonhos para o futuro. Ela
sonha com o amor, com viagens, festas e dinheiro, sonha em se destacar
na sociedade burguesa da época. Emma conhece Charles, um jovem médico que
vai a fazenda cuidar de seu pai e quando Charles fica viúvo, eles se
casam.
Charles é um médico provinciano que leva uma vida simples e correta. É
completamente apaixonado pela esposa e faz tudo que estiver ao seu
alcance para vê-la feliz. Emma com a convivência do casamento perde todo
o encanto pelo marido, começa a vê-lo como um médico medíocre e sem
futuro, com conversas enfadonhas e carícias sem graça. Apaixonada pelos
romances açucarados ela deseja um amor avassalador e poético e quando
não o encontra torna-se infeliz e depressiva com a vida que leva.
O marido Charles de nada desconfia, e vive para cuidar da bela e gentil
esposa e para a filha do casal. Buscando fugir do marasmo em que vive,
Emma busca em outros homens o amor e a paixão perdida. Em romances
tórridos e avassaladores, ela se entrega e se apaixona, desejando mudar
de vida e abandonar o marido. Nas loucuras de suas paixões e de seus
caprichos contrai dívidas monstruosas que põe em risco o bem estar da
família e caminha para um final trágico.
domingo, 5 de janeiro de 2020
Livro lido:
Amanhã você vai entender - Rebecca Stead
A jovem Miranda Sinclair precisa desvendar um enigma na Nova York do
final da década de 1970. Em Amanhã você vai entender, seu melhor amigo é
agredido na rua, um estranho pode ter invadido a casa dela e uma série
de bilhetes, que ela não compreende nem tampouco sabe quem escreve,
alerta sobre a morte de alguém. Alguém que ela poderá ajudar a salvar.
À medida que as mensagens chegam, Miranda percebe que quem as escreve
sabe de detalhes de sua vida que ninguém deveria saber. E, conforme as
peças do quebra-cabeça se encaixam, ela finalmente percebe que a
resposta esteve ali, bem em sua frente - mas o tempo é ardiloso: guarda
hoje momentos que só amanhã você vai entender.
A jovem Miranda Sinclair precisa desvendar um enigma na Nova York do
final da década de 1970. Em Amanhã você vai entender, seu melhor amigo é
agredido na rua, um estranho pode ter invadido a casa dela e uma série
de bilhetes, que ela não compreende nem tampouco sabe quem escreve,
alerta sobre a morte de alguém. Alguém que ela poderá ajudar a salvar.
À medida que as mensagens chegam, Miranda percebe que quem as escreve
sabe de detalhes de sua vida que ninguém deveria saber. E, conforme as
peças do quebra-cabeça se encaixam, ela finalmente percebe que a
resposta esteve ali, bem em sua frente - mas o tempo é ardiloso: guarda
hoje momentos que só amanhã você vai entender.
quinta-feira, 2 de janeiro de 2020
Livro lido
Minha irmã mora numa prateleira - Annabel Pitcher
Minha irmã mora numa prateleira é uma bela metáfora sobre perdas, morte e a eterna busca pela reinvenção da vida. Foi com ela que Annabel Pitcher fez sua estreia na literatura, em 2011, abocanhando importantes prêmios, como Branford Boase e Waterstone, e conquistando uma legião de leitores. Com linguagem de um menino de 10 anos, embora carregada de intimismo e belas imagens, Annabel prende o leitor com delicadeza, fazendo-o viajar na história de Jamie, um pré-adolescente perdido em suas questões familiares. Jamie se refere à morte da irmã, Rose, morta em um atentado terrorista executado por paquistaneses, no centro de Londres. Ele era ainda muito pequeno e a diferença de idade o impediu de ter a real compreensão da perda. Seu pai, ao contrário, se entregou à dor, ao alcoolismo e ao desprezo pelos imigrantes. O livro aborda de maneira realista e honesta o bullying – uma forma de violência psicológica que costuma surgir na fase escolar – e o forte preconceito contra os de origem muçulmana, que passaram a ser alvo de segregação, desde os atentados de 11 de setembro, em Nova York. Tão logo foi lançado, Minha irmã mora numa prateleira virou um bestseller, traduzido em várias línguas.
Minha irmã mora numa prateleira é uma bela metáfora sobre perdas, morte e a eterna busca pela reinvenção da vida. Foi com ela que Annabel Pitcher fez sua estreia na literatura, em 2011, abocanhando importantes prêmios, como Branford Boase e Waterstone, e conquistando uma legião de leitores. Com linguagem de um menino de 10 anos, embora carregada de intimismo e belas imagens, Annabel prende o leitor com delicadeza, fazendo-o viajar na história de Jamie, um pré-adolescente perdido em suas questões familiares. Jamie se refere à morte da irmã, Rose, morta em um atentado terrorista executado por paquistaneses, no centro de Londres. Ele era ainda muito pequeno e a diferença de idade o impediu de ter a real compreensão da perda. Seu pai, ao contrário, se entregou à dor, ao alcoolismo e ao desprezo pelos imigrantes. O livro aborda de maneira realista e honesta o bullying – uma forma de violência psicológica que costuma surgir na fase escolar – e o forte preconceito contra os de origem muçulmana, que passaram a ser alvo de segregação, desde os atentados de 11 de setembro, em Nova York. Tão logo foi lançado, Minha irmã mora numa prateleira virou um bestseller, traduzido em várias línguas.
quarta-feira, 1 de janeiro de 2020
Para refletir:
Não espere que as pessoas lutem a sua guerra, chorem as suas lágrimas ou caminhem com os seus pés.
Ninguém, por mais que deseje, consegue se colocar no seu lugar.
Você é único e seu aprendizado é intransferível.
Não crie expectativas.
Não se debruce.
Não espere reconhecimento.
Peça ajuda quando precisar, mas não dependa de ninguém.
Não se culpe.
Não se cobre.
Use as ferramentas disponíveis e evolua como puder.
Agradeça por toda experiência, seja ela boa ou ruim.
Abençoe seu passado.
Viva seu presente.
Creia que está fazendo o melhor que você pode e deixe sua consciência te aplaudir.
Juliana Nishiyama
Ninguém, por mais que deseje, consegue se colocar no seu lugar.
Você é único e seu aprendizado é intransferível.
Não crie expectativas.
Não se debruce.
Não espere reconhecimento.
Peça ajuda quando precisar, mas não dependa de ninguém.
Não se culpe.
Não se cobre.
Use as ferramentas disponíveis e evolua como puder.
Agradeça por toda experiência, seja ela boa ou ruim.
Abençoe seu passado.
Viva seu presente.
Creia que está fazendo o melhor que você pode e deixe sua consciência te aplaudir.
Juliana Nishiyama
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