Aguapés - Jhumpa Lahiri
A obra retrata o esfacelamento gradual de uma família, e sua reinvenção.
Toma como pano de fundo eventos históricos ocorridos na Índia da segunda
metade do século 20.
A trama se inicia entre os anos 1950 e 1960, na cidade de Calcutá, no
nordeste do país, próxima a Bangladesh, e se estende ao outro lado do
mundo, aos Estados Unidos dos dias atuais. O fator desencadeador da
narrativa, uma saga familiar construída ao longo de três gerações em tom
intimista, é a ascensão do movimento naxalita, organização de
extrema-esquerda, de influência maoísta, e avança no tempo desenhando as
transformações na vida dos personagens, profundamente afetadas por uma
tragédia, também lidam com os choques culturais, religiosos e sociais
enfrentados por indianos fora das fronteiras de seu país de origem.A
partir do assassinato de um jovem militante do movimento naxalita muito
perto da casa onde os pais da Jhumpa viveram na vida real, Aguapés bebe
da realidade para fazer ficção. Dois irmãos, Subhash e Udayan Mitra,
vivem grudados na infância e adolescência, na Calcutá dos anos 1960. No
início da idade adulta, contudo, se veem separados por suas decisões.
Subshah, mais dócil e apolítico, se muda para Rhode Island (onde o pai
de Jhumpa lecionou), nos Estados Unidos, para estudar Ciências Marinhas.
Já seu irmão mais novo, Udayan, ingressa na militância naxalita e,
depois de cometer um ato terrorista, acaba sendo executado. De volta à
Índia, Subshah casa com a viúva do irmão, Gauri, que está grávida e a
leva para os EUA, onde ela até tenta desempenhar o papel de uma esposa
indiana tradicional, mas acaba por escolher uma carreira intelectual,
tornando-se doutora em Filosofia. Trilhando uma jornada feminista
radical, em consonância com o que acontecia nos EUA à época.
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