Todas as pessoas se alimentam, mas não só de alimentos sólidos como
vegetais, cereais, frutas e outros. Para mantermo-nos vivos também
alimentamo-nos do ar e da luz proveniente dos astros, como o Sol, que
capacita ao corpo físico realizar os mais diversos processos químicos
necessários à manutenção da nossa saúde.
Alimentamo-nos também de energias sutis, geradas pela Mãe Terra, pela
irradiação energética dos seres vegetais e animais. Absorvermos estas
energias através do nosso próprio campo aurico e nossos chacras.
Existem, no entanto, seres que não conseguem se carregar energeticamente
no mar de energia em que vivemos. Seres em desequilíbrio, que perderam o
contato com sua natureza interna. Estes são os vampiros. Estranhos seres
que pululam o imaginário popular. Figura encontrada na literatura dos
mais variados povos, nas mais diversas épocas, apresentados de diversas
formas. Mas, todos com uma característica comum, a necessidade da
vitalidade de outro ser para poderem obter seu equilíbrio sua própria
existência.
O vampiro necessita de muita energia, pois não tem a capacidade de reter
a energia nos seus corpos, a energia se escoa ininterruptamente, logo
após ter sido absorvida. Ressurgindo a necessidade de um contínuo
abastecimento em escala desproporcional ao natural.
Muitos estudiosos e escritores associam este termo obscuro e macabro aos
bruxos que eram chamados na Polônia, de upire, que designa sanguessuga.
Muitos outros povos pelo mundo davam nomes diferentes, mas sem dúvida, o
que importava realmente era o conceito associado a estas criaturas
terríveis, que saíam de seus túmulos à noite para buscar o sangue dos
entes vivos.
As lendas sobre vampiros, ou sobre criaturas com hábitos semelhantes aos
dos vampiros, existem há milhares de anos, ganhou destaque no século
XVIII, com a histeria desencadeada por uma série de incidentes ocorridos
no leste europeu. Estes casos se originaram em torno do famoso evento de
um soldado, Arnold Paul, que foi acusado de ter iniciado o surto de
vampirismo.
Arnold Paul (ou Paole) foi assunto de um dos mais famosos casos de
vampiro do século XVIII. Chegou em meio a uma onda presumível de ataques
de vampiro que infernizaram a Europa central no fim do século XVII até
meados do século seguinte.
Esses casos de um modo geral, e o de Paul, em particular, foram a
principal causa do reavivado interesse pelos vampiros na Inglaterra e na
França no início do século XIX. Paul nasceu no início da década de 1700
em Medvegia, numa área da Sérvia então pertencente ao Império Austríaco.
Serviu no exército, no que era chamado de "Sérvia Turca", e na primavera
de 1727 voltou para a sua cidade natal. Paul comprou diversos hectares
de terra e se estabeleceu como agricultor.
Foi assediado por uma jovem de uma fazenda vizinha, da qual ficou noivo.
Paul era conhecido por ser uma pessoa honesta e de boa índole, sendo bem
recebido pelo povo da cidade em seu retorno. Entretanto, notava-se que
uma certa tristeza permeava sua personalidade. Paul finalmente disse a
sua noiva que seu problema era oriundo dos dias de guerra. Na Sérvia
Turca, tinha sido visitado e atacado por um vampiro. No final, matou o
vampiro seguindo-o até seu cemitério.
Também comeu um pouco da terra do túmulo do vampiro e cuidou de seus
ferimentos com sangue do vampiro para se livrar dos efeitos do ataque.
Uma semana depois de ter contado sua história, Paul foi vítima de um
acidente fatal, e foi enterrado em seguida.Algumas pessoas após seu
sepultamento, vieram à tona relatos da aparição de Paul.
Quatro pessoas que tinham feito os relatos morreram e o pânico se
espalhou pela comunidade. Seus líderes decidiram agir para amenizar o
pânico, desenterrando o corpo para determinar se Paul era ou não um
vampiro. O túmulo foi aberto no quarto dia após seu enterro. Dois
cirurgiões militares estavam presentes quando a tampa do caixão foi
removida. Encontraram um corpo que parecia ter sido recém-enterrado. O
que parecia ser pele nova estava presente sob uma camada de pele morta e
as unhas continuavam a crescer.
O corpo foi perfurado e o sangue jorrou. Os presentes acharam que Paul
era um vampiro. Seu corpo foi empalado, ouvindo-se um forte gemido. Foi
decapitado e cremado. O caso teria terminado ali, mas não foi o que
aconteceu. As quatro outras pessoas que tinham morrido foram tratadas da
mesma forma para que não reaparecessem como vampiros.
Mas foi em 1897 que Abraham (Bram)
Stoker, com a sua romântica história de horror #Drácula# introduziu a
imagem do vampiro como a conhecemos hoje.
O conde Drácula, vilão morto-vivo da Transilvânia, tornou-se o vampiro
típico com o rosto pálido e enormes caninos, que usava para extrair de
sua vítima o precioso líquido que a mantinha vivo: o sangue.
Esta criatura não refletia no espelho e não gostava da cruz, pois temia
a luz divina. Para espantá-lo, bastava algumas gotas de água benta e uma
boa réstia de alho. Para destruí-lo, um martelo e uma estaca ou os raios
do sol, armas amplamente usadas pelo seu arquiinimigo Abraham Van
Helsing, o caçador de vampiros.
Fica uma pergunta no ar: o que são vampiros?
A definição mais comum encontrada: vampiro é um morto-vivo que se
levanta do túmulo para reclamar o sangue dos vivos e, assim, reter a
aparência da vida. Ignorava-se como é que um vampiro podia sair do
túmulo sem deixar vestígios. Foi desse ponto que surgiu a seguinte tese:
ele se libertava da sepultura em forma de gás ou vapor e depois se
condensava o suficiente para dar a ilusão de ser um ente vivo.
Assegurava-se que o espírito transitava pela noite e escolhia a sua
vítima entre as pessoas incautas e mais fracas, que deixavam janelas ou
portas abertas. Estas criaturas atacavam as vítimas bebendo o seu sangue
e gerando pesadelos.
Quando a vítima parava de lutar contra a situação, diminuíam os sonhos
ruins e um estado de torpor e aceitação assumia o seu lugar, levando-a a
morte.
Será que os vampiros existem?
A Doutrina espírita nos fala de vampirismo e obsessão nas mais variadas
formas e hoje a psicologia também nos fala também de vampirismo, sendo
que se remete somente ao vampirismo entre encarnados.
Enquanto a nossa doutrina se aprofunda mais no assunto.
Os vampiros encarnados, os que estão vivinhos da Silva, na grande
maioria praticam o vampirismo inconsciente, e em alguns momentos de
nossas vidas nós poderemos está nessa classificação.
Estes vampiros têm um perfil psicológico desequilibrado. Altamente
egoístas, consideram-se como o centro do mundo, os seus problemas são
maiores do que os de todos, tudo o que sofre é injusto, e tudo que é bom
na sua vida poderia ser melhor.
Conhece alguém assim?
Aqui está apenas alguns dos infinitos tipos de vampiros encarnados,
citados pelo jornalista e editor da revista planeta, Luis Pellegrini,
que se utilizam diversos comportamentos tirando as pessoas do eixo, da
harmonia, do equilíbrio, para que a partir daí possa debilitar seu campo
energético, a aura, e iniciar a vampirizaçao, Ele cita:
Vampiro cobrador: Este cobra sempre, mesmo aquilo que não lhe é devido.
Costuma se apresentar como credor do mundo; acha ter direito a tudo sem
dar nada em troca. Exemplo: Se você encontrar na rua com um vampiro
conhecido, ele não irá lhe perguntar afetuosamente: "Ola como vai? Que
bom rever você. Está tudo bem?" Nada disso. Mais provavelmente, ele irá
de imediato cobrar-lhe alguma coisa: "Puxa, até que enfim te vejo. Há
meses espero um telefonema seu. Você esqueceu que eu existo?" Se você
engolir a pílula quer dizer, a cobrança, e vestir a carapuça de culpado
de desatenção pessoal que o vampiro quer enfiar na sua cabeça, já estará
se enfraquecendo e abrindo uma porta para que ele sugue a sua energia.
Não fraqueje. Use o melhor antídoto contra vampiro cobrador: cobrar de
volta.
Vampiro crítico: Critica negativamente a tudo e a todos. Seu lema é
maldizer sempre, elogiar sinceramente, nunca. Transmitir para a vítima
uma visão feia e negativa das coisas, das pessoas e do mundo é outra
técnica de desestabilização usada por vampiros. A crítica impiedosa e a
maledicência tendem a criar no ouvinte um estado de alma escuro e
pesado, e isto é outro jeito fácil de abrir uma jugular energética e se
banquetear com os fluidos energéticos da vítima.
Vampiro adulador: Adula o ego da vítima, cobrindo-o de lisonjas e
elogios falsos. Exatamente a técnica que o genial La Fontaine retrata na
fábula O corvo e a raposa. O corvo, no alto de uma árvore, carrega no
bico um pedaço de queijo. A esperta raposa diz que ele é magnífico e
quer que cante. Seduzido pela adulação, o corvo abre o bico, emite um
triste grasnido e deixa cair o queijo. A raposa o abocanha e antes de
comê-lo, ainda passa uma lição ao estúpido corvo: "Aprenda que o
adulador vive à custa de quem o escuta". Cuidado, portanto, com os
puxadores de saco. Dentro de cada um deles está um vampiro à espreita,
pronto para sugar.
Vampiro inquiridor: Dispara perguntas sobre tudo como quem atira uma
metralhadora. Se você tentar responder, ele cortará sua resposta antes
do fim fazendo outra pergunta talvez de um assunto completamente
diverso. Esse vampiro não tem interesse nenhum em obter respostas. Sua
técnica visa apenas desestabilizar a mente da vítima, perturbando o
fluxo normal dos pensamentos desta.
Vampiro lamentoso: Para sugar a energia vital da vítima, ataca pelo lado
emocional e afetivo. Faz tudo para despertar comiseração. Apresenta a
sua vida como um mar cheio de lágrimas, gemidos e prantos. Cheio de
mágoas, coloca-se sempre na posição de vítima sofredora diante do mundo
carrasco.
Vampiro pegajoso: Investe contra as portas da sexualidade e da
sensualidade da vítima. Aproxima-se como se quisesse lambê-la com os
olhos, com as mãos, com a língua. Parece um polvo querendo envolver a
presa com tentáculos. Se você não escapar rápido, ele irá sugar sua
energia em qualquer uma das possibilidades: seja conseguindo seduzi-lo
com o seu jogo pegajoso, seja provocando em você repulsa ou náusea. Em
ambos os casos você estará desestabilizado e ele beberá a vontade no seu
reservatório de energia vital.
Vampiro grilo falante: A porta de entrada que ele quer arrombar é o seu
ouvido. Obriga as suas vítimas a ouvi-lo horas seguidas. Desta forma
mantém a atenção da vítima ocupada, enquanto suga a sua energia vital.
Portanto fique atento, debaixo da pseudo-inocência de um falador
aparentemente descontrolado pode se esconder um vampiro voraz.
Vampiro reclamador: Em cada fala ou gesto desse vampiro existe uma
reclamação explícita ou implícita. Opõe-se a tudo, exige, reivindica,
protesta sem parar. Mas, suas reclamações têm pouco ou nenhum
fundamento, esse vampiro raramente dispõe de argumentos sólidos e
válidos para defender e justificar os seus protestos.
Vampiro hipocondríaco: cada dia que passa aparece com uma nova doença. É
o seu jeito de chamar a atenção dos outros, despertando neles
preocupação e cuidados. Se tiver êxito em seu intento, deleita-se em
descrever nos mínimos detalhes os sintomas de seus males e todo o pesar
que está sofrendo. Quando termina o relatório, em geral está ótimo e
quem lhe deu ouvidos fica péssimo, muito embora ele não demonstre isso
claramente, você poderá facilmente perceber.
Vampiro encrenqueiro: Para ele, o mundo é um campo de batalha onde as
coisas só são resolvidas na base do tapa. Ao contrário do que pode
aparecer à primeira vista, este vampiro não pretende intimidar a sua
vítima e abrir suas defesas instilando nela sentimentos do medo e da
insegurança. Ela pode provocar um estado raivoso, irado e agressivo.
Provoca para que a vítima compre a briga, para que ela reaja. Este é um
dos métodos mais eficientes para desestabilizar a vítima e sugar dela
toda a sua energia vital.
Façamos uma reflexão: estamos inseridos em alguns desses tipos de
vampirização.
Seremos vampiros cobradores, que vê o cisco no olho do irmão e não vemos
a trava no nosso?
Seremos vampiros críticos para esconder nossas falhas e só desvelar as
alheias?
Seremos adulador que espera vantagens com suas adulações?
Ou quem sabe vampiros pegajosos querendo ser aceitos por quem não nos
simpatiza ou por causa da nossa solidão?
Seremos vampiros reclamadores onde só nós fazemos as coisas certas e o
outro nunca faz nada bem feito?
Seremos vampiros hipocondríacos para chamar a atenção sobre nós ao invés
de buscar irmãos que realmente precisem de ajuda?
E que tal o vampiro grilo falante consciência alheia sabe julgar e a
nossa nem nela pensar?
Por último o inquiridor, o que quer saber de tudo menos de seus próprios
problemas.
A nossa estada na vida carnal, é um suspiro, uma respiração, um segundo
na eternidade. Mas, temos que aproveitá-la para crescer como pessoa,
para conhecer nossas falhas como seres e ao menos tentar corrigi-las.
Para nossos irmãos vampiros a oração, o pedido a Jesus que nos proteja e
que lhes dê toda a energia que necessitam para viver. Orientá-los quando
possível a um tratamento espiritual e vê-los como irmãos em caminhos
perigosos.
Que não sonhemos com nenhum vampiro.
Muita paz e poucas mordidas.
Mallika fittipaldi