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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Guias Espirituais

Que a paz do Divino Mestre Jesus o Nazareno esteja no coração de cada um
de nós.

Quem ou o que são os guias espirituais?

Seres encarnados ou somente desencarnados?

O que eles fazem?

Qual a finalidade da sua existência junto a nós?

Devemos-lhes obediência cega?

Eles decidem nossa vida?

Muitas são as questões que podem ser levantadas em relação aos guias
espirituais. Obviamente não responderemos a todas. O que me seria
impossível. Mas, traremos a visão espiritista de quem são os guias
espirituais e quais seus afazeres junto a nós encarnados.

***

Platão disse: Acredito no meu espírito familiar e, com maior razão nos
deuses, que são os grandes espíritos do universo. O mundo espiritual nos
circunda. Ele está dentro e fora de nós. Em nós como a Chispa Divina
(espírito imortal) e #fora# como a entidade amiga e auxiliadora, o guia
espiritual.

[pretovelho.bmp]
Diversas culturas mencionam a existência de entidades que espreitam o
desenrolar de nossas vidas particular, nelas interferindo
ocasionalmente, de modo sutil ou mesmo afrontoso, porém, quando o fazem,
geralmente parecem alterar nosso destino ou efetivamente abrem para nós
uma nova compreensão da realidade.

As mais conhecidas dessas entidades, na esfera ocidental, são os anjos
da guarda da Igreja católica. Que se referem a eles, os anjos da guarda,
como seres puramente espirituais, anteriores e superiores à Humanidade,
criaturas privilegiadas e votadas ã felicidade suprema e eterna desde a
sua formação, dotadas, por sua própria natureza, de todas as virtudes e
conhecimentos, nada tendo feito, aliás, para adquiri-los. Umbandistas,
candomblecistas e quimbandistas se referem tanto a orixás quanto a
espíritos com um perfil definido (preto-velho, pomba-gira, malandro
entre diversos outros).

Os nativos da remotíssima Ilha de Páscoa, isolada no meio do Oceano
Pacífico a milhares de quilômetros tanto da América do Sul quanto das
ilhas polinésias, acreditavam na existência do que chamam de aku-akus,
que corresponde perfeitamente aos anjos da guarda cristãos e espíritos
das religiões de origem africana. Os romanos acreditavam nos Lares.
Espíritos guardiões da família, representados por uma pequena estátua de
bronze ou mármore, ou pintados na parede. Eram muitos bem cuidados e
enfeitados com flores. No aniversário de nascimento, o aniversariante
oferecia ao gênio tutelar vinho, ovos, flores e incenso.

Estes espíritos, anjos da guarda, aku akus, lares e muitas outras
interpretações do mesmo tipo de entidade, agem sempre de forma
semelhante: sussurram conselhos, defendem em situações de perigo, abrem
novos caminhos, consolam, nos dão lições, enfim, cuidam de nós e nos
acompanham ao longo de nossa caminhada terrena.

As religiões de todos os povos cultuaram entidades protetoras. A
continuidade dessa crença, em divindades tutelares, ou seja, protetoras
nós mostram que se trata de idéias e sentimentos inatos e naturais no
coração do homem.

Mallika fittipaldi

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