Gótico Mexicano - Silvia Moreno-Garcia
Noemí Taboada é uma jovem independente e chique que mora na fervilhante Cidade do México. Entre as manhãs de estudo na faculdade e as noites glamourosas de festas e bailes, ela gosta de passear em seu carro conversível, ouvir música e sonhar com um futuro onde as mulheres possam fazer suas próprias escolhas — e viver grandes aventuras.
A rotina de Noemí muda drasticamente quando seu pai recebe uma carta de sua prima Catalina, recém-casada com um inglês. A carta é, na verdade, um pedido desesperado de socorro, pois Catalina acredita que corre perigo em High Place, a mansão isolada onde vive confinada com o marido e a família dele. Convocada a investigar o mistério na cidadezinha de El Triunfo, Noemí parte com seu batom vermelho, seus melhores looks e uma dose extra de coragem. Mas nem mesmo nossa intrépida heroína estava preparada para os horrores que a esperavam em uma mansão assombrada por um mal abominável.
Em Gótico Mexicano, um dos lançamentos mais aguardados da marca DarkLove, a escritora Silvia Moreno-Garcia combina elementos reconhecíveis do legado gótico — a mansão imponente e assombrada, a paisagem envolta em uma densa neblina, o cemitério gélido e fantasmagórico — com o colorido vibrante de uma protagonista corajosa que desafia o estereótipo da mocinha frágil, à espera de um salvador que a resgate do perigo.
Embora a trama se passe na década de 1950, a escrita de Moreno-Garcia aborda e problematiza pautas contemporâneas, como o combate à influência nociva do patriarcado, discriminação racial, xenofobia e relacionamentos abusivos. Na trama de Gótico Mexicano, também há espaço para a desconstrução da representação caricatural dos personagens latinos que, segundo a autora, "em geral são representados como imigrantes sofridos e incultos".
Finalista do Bram Stoker Awards 2020, eleito o melhor livro de horror no Goodreads Choice Awards 2020, escolhido como um dos favoritos do ano de publicações como New Yorker, Washington Post, Book Riot, Library Journal, Electric Lit, Vanity Fair, Marie Claire, além de best-seller do New York Times, Gótico Mexicano vai virar série de tv pela Hulu, com produção executiva da própria autora.
Silvia Moreno-Garcia, que tem uma dissertação de mestrado sobre H.P. Lovecraft e já editou antologias inspiradas em sua obra, prova que um romance de horror adulto pode ser, ao mesmo tempo, fiel ao legado dos clássicos e original. Neste livro, ela presta homenagem a clássicos como O Morro dos Ventos Uivantes, Rebecca, Jane Eyre e a obra de Lovecraft, e nos conduz por um universo soturno permeado por mistérios, pesadelos vívidos e ameaças monstruosas absolutamente originais. Uma leitura intensa e inesquecível.
sábado, 27 de novembro de 2021
segunda-feira, 22 de novembro de 2021
Livro lido
A Casa Misteriosa - Marzia Bisognin
Quando Amethyst encontra a sua casa de sonho perfeita, não pode deixar de se sentir encantada por ela, embora se aperceba de algo um pouco... diferente. É tudo o que ela sempre quis numa casa, por isso, quando os Bloom a convidam a passar lá a noite, para evitar a tempestade iminente, ela aceita de imediato. No entanto, quando acorda na manhã seguinte, sozinha e incapaz de se obrigar a sair, Amethyst depara-se com inesperadas presenças - como Alfred, o assustador jardineiro; Avery, o vizinho simpático, mas misterioso; e uma menina que continua a aparecer e a desaparecer, dentro da casa. Enquanto Amethyst procura os Bloom, e tenta desvendar a verdade, a sua ligação à casa torna-se mais forte. Irá ela ser capaz de se libertar do fascínio da casa, ou será que os seus segredos, vão mantê-la presa para sempre?
Quando Amethyst encontra a sua casa de sonho perfeita, não pode deixar de se sentir encantada por ela, embora se aperceba de algo um pouco... diferente. É tudo o que ela sempre quis numa casa, por isso, quando os Bloom a convidam a passar lá a noite, para evitar a tempestade iminente, ela aceita de imediato. No entanto, quando acorda na manhã seguinte, sozinha e incapaz de se obrigar a sair, Amethyst depara-se com inesperadas presenças - como Alfred, o assustador jardineiro; Avery, o vizinho simpático, mas misterioso; e uma menina que continua a aparecer e a desaparecer, dentro da casa. Enquanto Amethyst procura os Bloom, e tenta desvendar a verdade, a sua ligação à casa torna-se mais forte. Irá ela ser capaz de se libertar do fascínio da casa, ou será que os seus segredos, vão mantê-la presa para sempre?
quarta-feira, 17 de novembro de 2021
Publicado em14/11/21 06:00
Selma Schmidt
Quando está em serviço, o golden Trevor foca exclusivamente no
trabalho. Nem latidos de pit bull, tampouco a aproximação de outros
cachorros, desviam a
sua atenção. O que importa são os comandos dados pelo musicista Jonas
Santiago â" pedindo que o leve, por exemplo, ao ponto de ônibus, à
farmácia ou ao
supermercado. Devido à uma doença degenerativa, Jonas começou perder a
visão aos 10 anos, e, hoje, aos 36, só distingue se é dia ou noite.
Mas ele é um
dos poucos deficientes visuais que conseguem abolir a bengala.
Pesquisa feita em março deste ano pela União Nacional de Usuários de
Cães-Guias, revela
que há apenas 133 animais como esses, que são doados, em atividade no
Brasil.
Enquanto isso, os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, em 2010, o país já tinha
seis milhões de pessoas
com grande dificuldade para enxergar (483 mil do Estado do Rio), sendo
506 mil cegos (53 mil no Rio).
Em dezembro, o Rio voltará a ter um centro de formação de cães-guias,
com a instalação de uma filial do Instituto Magnus, entidade paulista
sem fins lucrativos,
em Itaipuaçu, distrito de Maricá. O projeto Cão Guia Brasil, que
funcionava no estado, está parado há alguns anos.
â" É mais fácil ganhar na loteria do que conseguir um cão-guia. Na
nossa fila, em São Paulo, há 700 pessoas. Existem poucos animais
treinados, e é preciso
ainda haver compatibilidade entre eles e seus donos. É como a
transfusão de um órgão â" compara Thiago Pereira, gerente-geral do
Magnus.
Poucas iniciativas no país
No Brasil, as iniciativas também são contadas nos dedos. Além do
Magnus, com sede em Salto de Pirapora, interior de São Paulo, desde
2018, O GLOBO localizou
três instituições, que lutam para permanecer de pé com os patrocínios,
já que os cachorros são doados: duas em Balneário Camboriú (Santa
Catarina) e outra
em Urutaí (Goiás).
â" Preparar um cão-guia é algo muito caro e, no Brasil, poucos fazem
isso â" explica a professora Ethel Rosenfeld, de 76 anos, uma das
pioneiras a ter o
animal no Brasil, na década de 1970, e que se notabilizou pela
campanha para a legalização da entrada do cão-guia como acompanhante
de cegos em espaços
públicos e privados, o que culminou com a aprovação de uma lei, em
2005. â" Esses animais são muito importantes para os cegos. Depois que
rola a confiança
entre os dois, cachorro e dono, a gente não quer mais saber de bengala
ou de outras pessoas para ajudar.
Todos os seus três companheiros â" o labrador Gem; o Cezar, uma mistura
de labrador e golden; e a golden Cindy â" Ethel foi buscar na Guide Dog
Foundation
for the Blind, em Smithtown, em Nova York (EUA). O fato de conseguir a
primeira doação, a colocou na frente na fila de interessados para
obter outros cães.
â" Quando perdi o Gem e o Cezar, me senti amputada do lado esquerdo.
Você fica imobilizada, tamanha a dependência. Deixei passar o luto, e
voltei à mesma
escola â" conta Ethel, que, agora, por ponta da falta de equilíbrio
provocada pelo Parkinson, depende de uma acompanhante para ajudar
Cindy no seu trabalho.
Jonas está no segundo cachorro. Cardíaca, a fêmea Zuca, doada pelo Cão
Guia Brasil, se aposentou depois de dez anos em atividade. Continua
vivendo com
o musicista em sua casa num condomínio em São Francisco, em Niterói. O
trabalho de ajudar o rapaz, agora, é de responsabilidade do Trevor,
que já viajou
duas vezes com seu dono para os Estados Unidos. Jonas conta que o cão
é muito levado, quando não está de serviço.
â" Quando me descuido, e deixo a porta aberta, ele apronta. Já entrou
em casa de vizinho e até no lago do condomínio para pegar peixe â"
revela.
Treinamento: 18 meses
Doado pelo Magnus, Trevor é paulista. Na maternidade do instituto, há
seis reprodutores: dois machos e quatro fêmeas. Canis parceiros também
cedem filhotes.
Segundo Thiago Pereira, preparar um cão-guia para um cego custa entre
R$ 60 mil e R$ 80 mil, leva cerca de 18 meses e depende de famílias
voluntárias.
Dos 133 cachorros em atividade no país em março, 42 foram preparados
no instituto. Este ano, a entidade espera fechar com 17 animais
entregues.
A cantora Kátia, de 59 anos, não só trabalha no Magnus como entrou na
fila para conseguir um cão-guia. Ela chegou a ter um animal da Guide
Dog Foundation.
â" Queria um cão brasileiro. O fato de trabalhar no instituto não me
coloca na frente de ninguém. E sei que o cachorro tem combinar com o
perfil do dono
â" diz Kátia.
A preparação desses guias começa cedo. O instrutor George Thomaz
Harrison, do Magnus, conta que ainda nos primeiros meses são dados os
ensinamentos iniciais:
â" Ele aprende a se sentar, a ir dormir na sua casinha e a fazer as
necessidades no gramado ou em pedrinhas. Não pode usar tapete
higiênico para não confundir
com tapete de hotel. O animal é também estimulado para ouvir barulho,
se ver no espelho e andar em diferentes pisos.
Em seguida, sob a supervisão do treinador, é a vez de ficar um ano na
casa de uma família acolhedora, sem cegos, para conhecer diversos
ambientes e aprender
comandos de obediência. Depois, volta para o instituto para cerca de
cinco meses de treinamento. No fim do processo, o deficiente visual
passa 15 dias
com o cão num hotel do centro de treinamento, e outra semana, com
acompanhamento, em casa.
Em Itaipuaçu, o centro de treinamento, em fase de construção, não terá
maternidade. Este mês, começaram a ser procuradas famílias acolhedoras
na região
de Niterói e Maricá. A ração e os tratamentos veterinários são por
conta do instituto. Os interessados podem se inscrever pelo site
institutomagnus.org,
na aba âœfamília voluntáriaâ, ou pelo e-mail contato@institutomagnus.org.
â" É gratificante ver um pequeno, que não sabe fazer muito, se tornar
um cão-guia, com essa importante missão, que é um verdadeiro milagre.
Ele faz você
feliz com o conjunto: com a companhia, as brincadeiras de um pet e seu
desenvolvimento. Depois, ao seguir seu caminho, de tamanha essa
responsabilidade,
gera ainda mais felicidade, quando vejo uma foto dele ou recebo um
agradecimento do seu usuário por termos contribuído com sua formação â"
diz Dalete de
Souza, voluntária de Salto de Pirapora que está em sua quarta socialização.
Em dezembro, chegada dos primeiros cães
A expectativa é que, em dezembro, cheguem ao Rio os primeiros cães
para serem encaminhados a famílias socializadoras. Um mês depois,
outros animais, socializados,
estarão em Itaipuaçu para serem treinados.
Longe dali, em Camboriú, uma das mais antigas instituições de
treinamento de cão-guia luta pela sobrevivência. A Helen Keller se
instalou em Florianópolis,
em 1998, e, desde, 2008, se mudou para Camboriú.
â" Temos uma lista de espera de duas mil pessoas. Só que, com a
pandemia de Covid-19, os patrocinadores diminuíram. Não estamos
conseguindo doações. Nossa
meta em 2021, era entregar 16 cães. Até agora, doamos quatro, e
estamos tentando treinar outros seis â" afirma Jennifer Ferreira, do
programa genético da
Helen Keller.
Ainda em Camboriú, funciona com dificuldade um instituto da União.
Mais uma unidade federal está instalada em Goiás.
â" Chegaram a ser construídos outros centros do governo no país, que
não estão operando. O de Brasília, onde trabalhei, não funciona há
mais de cinco anos.
Depende da renovação de um convênio entre a União e o Corpo de
Bombeiros â" esclarece o treinador Junio Cesar de Lima, que atualmente
está em Urutaí.
Fonte:
https://extra.globo.com/edicoes-digitais/a-ardua-tarefa-para-conseguir-um-cao-guia-sao-133-animais-6-milhoes-de-pessoas-com-grande-dificuldade-de-enxergar-no-pais-25275358.html
Selma Schmidt
Quando está em serviço, o golden Trevor foca exclusivamente no
trabalho. Nem latidos de pit bull, tampouco a aproximação de outros
cachorros, desviam a
sua atenção. O que importa são os comandos dados pelo musicista Jonas
Santiago â" pedindo que o leve, por exemplo, ao ponto de ônibus, à
farmácia ou ao
supermercado. Devido à uma doença degenerativa, Jonas começou perder a
visão aos 10 anos, e, hoje, aos 36, só distingue se é dia ou noite.
Mas ele é um
dos poucos deficientes visuais que conseguem abolir a bengala.
Pesquisa feita em março deste ano pela União Nacional de Usuários de
Cães-Guias, revela
que há apenas 133 animais como esses, que são doados, em atividade no
Brasil.
Enquanto isso, os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, em 2010, o país já tinha
seis milhões de pessoas
com grande dificuldade para enxergar (483 mil do Estado do Rio), sendo
506 mil cegos (53 mil no Rio).
Em dezembro, o Rio voltará a ter um centro de formação de cães-guias,
com a instalação de uma filial do Instituto Magnus, entidade paulista
sem fins lucrativos,
em Itaipuaçu, distrito de Maricá. O projeto Cão Guia Brasil, que
funcionava no estado, está parado há alguns anos.
â" É mais fácil ganhar na loteria do que conseguir um cão-guia. Na
nossa fila, em São Paulo, há 700 pessoas. Existem poucos animais
treinados, e é preciso
ainda haver compatibilidade entre eles e seus donos. É como a
transfusão de um órgão â" compara Thiago Pereira, gerente-geral do
Magnus.
Poucas iniciativas no país
No Brasil, as iniciativas também são contadas nos dedos. Além do
Magnus, com sede em Salto de Pirapora, interior de São Paulo, desde
2018, O GLOBO localizou
três instituições, que lutam para permanecer de pé com os patrocínios,
já que os cachorros são doados: duas em Balneário Camboriú (Santa
Catarina) e outra
em Urutaí (Goiás).
â" Preparar um cão-guia é algo muito caro e, no Brasil, poucos fazem
isso â" explica a professora Ethel Rosenfeld, de 76 anos, uma das
pioneiras a ter o
animal no Brasil, na década de 1970, e que se notabilizou pela
campanha para a legalização da entrada do cão-guia como acompanhante
de cegos em espaços
públicos e privados, o que culminou com a aprovação de uma lei, em
2005. â" Esses animais são muito importantes para os cegos. Depois que
rola a confiança
entre os dois, cachorro e dono, a gente não quer mais saber de bengala
ou de outras pessoas para ajudar.
Todos os seus três companheiros â" o labrador Gem; o Cezar, uma mistura
de labrador e golden; e a golden Cindy â" Ethel foi buscar na Guide Dog
Foundation
for the Blind, em Smithtown, em Nova York (EUA). O fato de conseguir a
primeira doação, a colocou na frente na fila de interessados para
obter outros cães.
â" Quando perdi o Gem e o Cezar, me senti amputada do lado esquerdo.
Você fica imobilizada, tamanha a dependência. Deixei passar o luto, e
voltei à mesma
escola â" conta Ethel, que, agora, por ponta da falta de equilíbrio
provocada pelo Parkinson, depende de uma acompanhante para ajudar
Cindy no seu trabalho.
Jonas está no segundo cachorro. Cardíaca, a fêmea Zuca, doada pelo Cão
Guia Brasil, se aposentou depois de dez anos em atividade. Continua
vivendo com
o musicista em sua casa num condomínio em São Francisco, em Niterói. O
trabalho de ajudar o rapaz, agora, é de responsabilidade do Trevor,
que já viajou
duas vezes com seu dono para os Estados Unidos. Jonas conta que o cão
é muito levado, quando não está de serviço.
â" Quando me descuido, e deixo a porta aberta, ele apronta. Já entrou
em casa de vizinho e até no lago do condomínio para pegar peixe â"
revela.
Treinamento: 18 meses
Doado pelo Magnus, Trevor é paulista. Na maternidade do instituto, há
seis reprodutores: dois machos e quatro fêmeas. Canis parceiros também
cedem filhotes.
Segundo Thiago Pereira, preparar um cão-guia para um cego custa entre
R$ 60 mil e R$ 80 mil, leva cerca de 18 meses e depende de famílias
voluntárias.
Dos 133 cachorros em atividade no país em março, 42 foram preparados
no instituto. Este ano, a entidade espera fechar com 17 animais
entregues.
A cantora Kátia, de 59 anos, não só trabalha no Magnus como entrou na
fila para conseguir um cão-guia. Ela chegou a ter um animal da Guide
Dog Foundation.
â" Queria um cão brasileiro. O fato de trabalhar no instituto não me
coloca na frente de ninguém. E sei que o cachorro tem combinar com o
perfil do dono
â" diz Kátia.
A preparação desses guias começa cedo. O instrutor George Thomaz
Harrison, do Magnus, conta que ainda nos primeiros meses são dados os
ensinamentos iniciais:
â" Ele aprende a se sentar, a ir dormir na sua casinha e a fazer as
necessidades no gramado ou em pedrinhas. Não pode usar tapete
higiênico para não confundir
com tapete de hotel. O animal é também estimulado para ouvir barulho,
se ver no espelho e andar em diferentes pisos.
Em seguida, sob a supervisão do treinador, é a vez de ficar um ano na
casa de uma família acolhedora, sem cegos, para conhecer diversos
ambientes e aprender
comandos de obediência. Depois, volta para o instituto para cerca de
cinco meses de treinamento. No fim do processo, o deficiente visual
passa 15 dias
com o cão num hotel do centro de treinamento, e outra semana, com
acompanhamento, em casa.
Em Itaipuaçu, o centro de treinamento, em fase de construção, não terá
maternidade. Este mês, começaram a ser procuradas famílias acolhedoras
na região
de Niterói e Maricá. A ração e os tratamentos veterinários são por
conta do instituto. Os interessados podem se inscrever pelo site
institutomagnus.org,
na aba âœfamília voluntáriaâ, ou pelo e-mail contato@institutomagnus.org.
â" É gratificante ver um pequeno, que não sabe fazer muito, se tornar
um cão-guia, com essa importante missão, que é um verdadeiro milagre.
Ele faz você
feliz com o conjunto: com a companhia, as brincadeiras de um pet e seu
desenvolvimento. Depois, ao seguir seu caminho, de tamanha essa
responsabilidade,
gera ainda mais felicidade, quando vejo uma foto dele ou recebo um
agradecimento do seu usuário por termos contribuído com sua formação â"
diz Dalete de
Souza, voluntária de Salto de Pirapora que está em sua quarta socialização.
Em dezembro, chegada dos primeiros cães
A expectativa é que, em dezembro, cheguem ao Rio os primeiros cães
para serem encaminhados a famílias socializadoras. Um mês depois,
outros animais, socializados,
estarão em Itaipuaçu para serem treinados.
Longe dali, em Camboriú, uma das mais antigas instituições de
treinamento de cão-guia luta pela sobrevivência. A Helen Keller se
instalou em Florianópolis,
em 1998, e, desde, 2008, se mudou para Camboriú.
â" Temos uma lista de espera de duas mil pessoas. Só que, com a
pandemia de Covid-19, os patrocinadores diminuíram. Não estamos
conseguindo doações. Nossa
meta em 2021, era entregar 16 cães. Até agora, doamos quatro, e
estamos tentando treinar outros seis â" afirma Jennifer Ferreira, do
programa genético da
Helen Keller.
Ainda em Camboriú, funciona com dificuldade um instituto da União.
Mais uma unidade federal está instalada em Goiás.
â" Chegaram a ser construídos outros centros do governo no país, que
não estão operando. O de Brasília, onde trabalhei, não funciona há
mais de cinco anos.
Depende da renovação de um convênio entre a União e o Corpo de
Bombeiros â" esclarece o treinador Junio Cesar de Lima, que atualmente
está em Urutaí.
Fonte:
https://extra.globo.com/edicoes-digitais/a-ardua-tarefa-para-conseguir-um-cao-guia-sao-133-animais-6-milhoes-de-pessoas-com-grande-dificuldade-de-enxergar-no-pais-25275358.html
terça-feira, 16 de novembro de 2021
Leiam com muita atenção, é a mais pura verdade
a maior dificuldade de um cego não é a forma que não enxergamos o mundo, mas sim a forma que o mundo nos enxerga.
A sociedade em geral não consegue um meio termo para definir um deficiente visual;
para alguns, somos inúteis, incapazes, seres desprovidos de qualquer abtidão, qualidade ou perspectiva.
Para outros, somos extraordinários, temos super memória, super poderes, sabemos tudo, aprendemos sozinhos, temos todos os dons possíveis e imagináveis, verdadeiros X/man.
Não somos nem uma coisa nem outra, somos apenas pessoas que não enxergamos e é só isso.
se você conhece um cego talentoso, não faça disso uma regra;
assim como entre vocês existem pessoas com e sem talento para algo, o mesmo ocorre com a gente que não vê.
Tal qual existem cegos inúteis e incapazes de fazer algo bom e produtivo, entre os não cegos também existem.
O fato de um cego ter boa memória, não significa que todos os outros também terão.
Se você por um acaso encontrar por aí um cego mal educado, não imagine que todo cego é sem educação.
Como as pessoas "normais" tem suas particularidades, qualidades e defeitos, possuem dom ou não, nós cegos também.
Cegueira não dá nem tira talento ou incapacidade;
a única coisa que nos difere do resto do mundo é a falta da visão e nada mais.
Ser cego não me faz melhor ou pior que ninguém;
ser cego não me faz nem anormal nem paranormal;
ser cego não me faz ser igual ou diferente a esse ou aquele;
ser cego só me faz ser eu e pronto, o resto é imaginação e exageiro de muitas pessoas que por ignorância ou por preconceito puro, nos coloca em um patamar superior ou inferior aos demais.
Arnold Schuazenegger > Deficientes Visuais na Rede
A sociedade em geral não consegue um meio termo para definir um deficiente visual;
para alguns, somos inúteis, incapazes, seres desprovidos de qualquer abtidão, qualidade ou perspectiva.
Para outros, somos extraordinários, temos super memória, super poderes, sabemos tudo, aprendemos sozinhos, temos todos os dons possíveis e imagináveis, verdadeiros X/man.
Não somos nem uma coisa nem outra, somos apenas pessoas que não enxergamos e é só isso.
se você conhece um cego talentoso, não faça disso uma regra;
assim como entre vocês existem pessoas com e sem talento para algo, o mesmo ocorre com a gente que não vê.
Tal qual existem cegos inúteis e incapazes de fazer algo bom e produtivo, entre os não cegos também existem.
O fato de um cego ter boa memória, não significa que todos os outros também terão.
Se você por um acaso encontrar por aí um cego mal educado, não imagine que todo cego é sem educação.
Como as pessoas "normais" tem suas particularidades, qualidades e defeitos, possuem dom ou não, nós cegos também.
Cegueira não dá nem tira talento ou incapacidade;
a única coisa que nos difere do resto do mundo é a falta da visão e nada mais.
Ser cego não me faz melhor ou pior que ninguém;
ser cego não me faz nem anormal nem paranormal;
ser cego não me faz ser igual ou diferente a esse ou aquele;
ser cego só me faz ser eu e pronto, o resto é imaginação e exageiro de muitas pessoas que por ignorância ou por preconceito puro, nos coloca em um patamar superior ou inferior aos demais.
Arnold Schuazenegger > Deficientes Visuais na Rede
quarta-feira, 10 de novembro de 2021
Livro lido
Flores partidas - Karin Slaughter
Quando Lydia contou para a irmã que o cunhado havia tentado estuprá-la, Claire não acreditou. Dezoito anos depois, porém, tudo o que Claire achava saber sobre o marido se prova uma mentira. Quando vídeos escondidos no computador de Paul mostram uma face terrível do homem que ela julgava conhecer, Claire percebe que o drama de sua família tem muitas camadas, que precisarão ser descobertas antes que a assustadora verdade venha à tona.
"Karin Slaughter tem uma capacidade inigualável de detalhamento e realismo. Não perco nada dela."- Gillian Flynn, autora de Garota exemplar
"Os enredos complexos, que já são marca registrada de Karin Slaughter, juntamente com estudos de caráter dos personagens, fazem com que Flores partidas seja mais um grande sucesso da autora." - Associated Press
Quando Lydia contou para a irmã que o cunhado havia tentado estuprá-la, Claire não acreditou. Dezoito anos depois, porém, tudo o que Claire achava saber sobre o marido se prova uma mentira. Quando vídeos escondidos no computador de Paul mostram uma face terrível do homem que ela julgava conhecer, Claire percebe que o drama de sua família tem muitas camadas, que precisarão ser descobertas antes que a assustadora verdade venha à tona.
"Karin Slaughter tem uma capacidade inigualável de detalhamento e realismo. Não perco nada dela."- Gillian Flynn, autora de Garota exemplar
"Os enredos complexos, que já são marca registrada de Karin Slaughter, juntamente com estudos de caráter dos personagens, fazem com que Flores partidas seja mais um grande sucesso da autora." - Associated Press
sexta-feira, 5 de novembro de 2021
Livro lido
Os veranistas - Emma Straub
Autora de romances e contos que conjugam sucesso de público e de crítica, Emma Straub narra, em seu primeiro livro lançado no Brasil, uma história sobre família, amizade, afetos e frustrações, sob o sol da paradisíaca Maiorca. Franny e Jim comemoram 35 anos de casamento e o diploma de segundo grau da filha, Sylvia. Na encantadora casa alugada na ilha espanhola, os três contam ainda com a companhia de Bobby, o filho que mora na Flórida com a namorada dez anos mais velha, e do casal de amigos Charles e Lawrence. A promessa de dias leves e tranquilos, no entanto, é quebrada pelas tensões que envolvem as relações familiares. Franny e Jim na verdade vivem uma crise no casamento, e cada um dos demais personagens é confrontado com seus próprios dramas, à medida que se relacionam com o outro. Com uma prosa elegante e por vezes cômica, Emma Straub envolve o leitor na complexa teia de sentimentos de que é feita qualquer família, num livro recomendado por ninguém menos que Jojo Moyes (Como eu era antes de você) e Elizabeth Gilbert (Comer, rezar, amar).
Autora de romances e contos que conjugam sucesso de público e de crítica, Emma Straub narra, em seu primeiro livro lançado no Brasil, uma história sobre família, amizade, afetos e frustrações, sob o sol da paradisíaca Maiorca. Franny e Jim comemoram 35 anos de casamento e o diploma de segundo grau da filha, Sylvia. Na encantadora casa alugada na ilha espanhola, os três contam ainda com a companhia de Bobby, o filho que mora na Flórida com a namorada dez anos mais velha, e do casal de amigos Charles e Lawrence. A promessa de dias leves e tranquilos, no entanto, é quebrada pelas tensões que envolvem as relações familiares. Franny e Jim na verdade vivem uma crise no casamento, e cada um dos demais personagens é confrontado com seus próprios dramas, à medida que se relacionam com o outro. Com uma prosa elegante e por vezes cômica, Emma Straub envolve o leitor na complexa teia de sentimentos de que é feita qualquer família, num livro recomendado por ninguém menos que Jojo Moyes (Como eu era antes de você) e Elizabeth Gilbert (Comer, rezar, amar).
quarta-feira, 3 de novembro de 2021
Livro lido
Naquele fim de semana - Sarah Alderson
Duas amigas viajam. Só uma volta...
Naquele fim de semana é um thriller envolvente, viciante, cheio de reviravoltas e com um final surpreendente.
Orla e Kate são melhores amigas há muito tempo. Juntas, elas já enfrentaram várias coisas — seja o desafio de Orla como mãe de primeira viagem ou o divórcio complicado de Kate. E, independentemente do que aconteça na vida delas, todo ano as duas tiram um fim de semana para viajar juntas. Sozinhas, tirando um tempo só para elas.
Naquele fim de semana, o destino é Lisboa. Para começar o breve período de férias com estilo, nada melhor do que uma noite inesquecível: um jantar, regado a champanhe, em um restaurante sofisticado. E por que não esticar em um bar depois?
Na manhã seguinte, quando Orla acorda, ainda de ressaca e sentindo-se culpada por ter deixado o marido sozinho com a filhinha deles, descobre que a amiga desapareceu. Ela procura a polícia, mas eles informam que é necessário esperar vinte e quatro horas para registrar um desaparecimento. Então só lhe resta esperar. As horas passam, e Kate não aparece. Apavorada, Orla se dá conta de que é a única esperança da amiga.
Com apenas uma vaga lembrança dos acontecimentos da noite anterior, ela decide refazer seus passos. O que se desenrola em seguida é uma série de descobertas devastadoras, que ameaça tudo o que ela mais ama. Orla sabe que Lisboa guarda o segredo do que aconteceu naquela noite, mas não faz ideia de que a verdade pode estar mais perto do que ela imagina...
Um thriller de tirar o fôlego e com escrita imersiva, "Naquele fim de semana" terá adaptação cinematográfica produzida pela Netflix e estrelada por Leighton Meester. É a leitura perfeita para os fãs de Paula Hawkins e Gillian Flynn.
Duas amigas viajam. Só uma volta...
Naquele fim de semana é um thriller envolvente, viciante, cheio de reviravoltas e com um final surpreendente.
Orla e Kate são melhores amigas há muito tempo. Juntas, elas já enfrentaram várias coisas — seja o desafio de Orla como mãe de primeira viagem ou o divórcio complicado de Kate. E, independentemente do que aconteça na vida delas, todo ano as duas tiram um fim de semana para viajar juntas. Sozinhas, tirando um tempo só para elas.
Naquele fim de semana, o destino é Lisboa. Para começar o breve período de férias com estilo, nada melhor do que uma noite inesquecível: um jantar, regado a champanhe, em um restaurante sofisticado. E por que não esticar em um bar depois?
Na manhã seguinte, quando Orla acorda, ainda de ressaca e sentindo-se culpada por ter deixado o marido sozinho com a filhinha deles, descobre que a amiga desapareceu. Ela procura a polícia, mas eles informam que é necessário esperar vinte e quatro horas para registrar um desaparecimento. Então só lhe resta esperar. As horas passam, e Kate não aparece. Apavorada, Orla se dá conta de que é a única esperança da amiga.
Com apenas uma vaga lembrança dos acontecimentos da noite anterior, ela decide refazer seus passos. O que se desenrola em seguida é uma série de descobertas devastadoras, que ameaça tudo o que ela mais ama. Orla sabe que Lisboa guarda o segredo do que aconteceu naquela noite, mas não faz ideia de que a verdade pode estar mais perto do que ela imagina...
Um thriller de tirar o fôlego e com escrita imersiva, "Naquele fim de semana" terá adaptação cinematográfica produzida pela Netflix e estrelada por Leighton Meester. É a leitura perfeita para os fãs de Paula Hawkins e Gillian Flynn.
segunda-feira, 1 de novembro de 2021
Livro lido
Traga-me de Volta - B. A. Paris
Ela desapareceu. Ele seguiu a sua vida. Muitos segredos ficaram por revelar. Finn e Layla são jovens, estão apaixonados e têm a vida toda para serem felizes. Ao regressarem de umas férias em França, já de noite, Finn para numa estação de serviço, deixando Layla sozinha dentro do carro . Minutos depois, ao dirigir-se de volta à viatura, descobre que a namorada desapareceu. E nunca mais a viu . Esta é a história que Finn conta à polícia. É a verdade - mas será toda a verdade? Passaram-se doze anos. Finn construiu, entretanto, uma nova vida ao lado de Ellen, irmã de Layla. Um dia, alguém que ele conhece do passado telefona-lhe e diz-lhe que viu Layla. Mas será mesmo ela - ou alguém a querer passar-se por ela? Se for Layla, o que querererá? E o que terá ela a dizer sobre a noite em que desapareceu? Um tour de force de suspense psicológico, este novo romance da autora bestseller B. A. Paris, leva o leitor a questionar tudo e todos até ao climax admirável.
Ela desapareceu. Ele seguiu a sua vida. Muitos segredos ficaram por revelar. Finn e Layla são jovens, estão apaixonados e têm a vida toda para serem felizes. Ao regressarem de umas férias em França, já de noite, Finn para numa estação de serviço, deixando Layla sozinha dentro do carro . Minutos depois, ao dirigir-se de volta à viatura, descobre que a namorada desapareceu. E nunca mais a viu . Esta é a história que Finn conta à polícia. É a verdade - mas será toda a verdade? Passaram-se doze anos. Finn construiu, entretanto, uma nova vida ao lado de Ellen, irmã de Layla. Um dia, alguém que ele conhece do passado telefona-lhe e diz-lhe que viu Layla. Mas será mesmo ela - ou alguém a querer passar-se por ela? Se for Layla, o que querererá? E o que terá ela a dizer sobre a noite em que desapareceu? Um tour de force de suspense psicológico, este novo romance da autora bestseller B. A. Paris, leva o leitor a questionar tudo e todos até ao climax admirável.
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