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quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Você vive de aparências?

Hoje, infelizmente, vivemos mais na era do aparentar, que do ser. Muitos
ainda sentem necessidade de mostrar uma imagem ao mundo que não
corresponde ao seu eu real.

Isto acontece porque o ego tem horror de manifestar qualquer tipo de
fraqueza, já que o sucesso e o reconhecimento são tidos como troféus,
aos quais somente os fortes e infalíveis têm direito.

Portanto, admitir alguma fragilidade é considerar-se um fracasso. Mas,
ao contrário do que imaginamos, ser capaz de superar uma suposta derrota
constitui grande virtude.

Digo suposta, porque a realidade da vida é que nem sempre os nossos
anseios serão satisfeitos. Às vezes, o que rotulamos como fracasso é
somente um acontecimento, cuja probabilidade de sucesso ainda não estava
plenamente madura.

Se levarmos em conta os ensinamentos contidos no I Ching, o livro das
mutações, aprenderemos que tudo na natureza tem o tempo certo para
florescer.

E, enquanto as condições ideais para que isto aconteça não estiverem
reunidas, nada se materializará. O que na maior parte das vezes, não
está em nossas mãos determinar.

Então, é importante analisar com isenção cada circunstância da vida,
para que evitemos experimentar o sentimento de inferioridade e, para
compensá-lo, nos transformemos num personagem.

Demonstrar a verdade sobre quem somos, sem a preocupação em negar nossas
fases menos gloriosas, é sinal de uma vida onde a sabedoria e a
maturidade começam a predominar.

Quanto mais autênticos pudermos ser, maiores serão as chances de que o
reconhecimento de nossas virtudes e habilidades aconteça. Porém, antes
que ele nos seja concedido pelo mundo, é essencial que exista
primordialmente, dentro de nós.

por Elisabeth Cavalcante

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